Estadão elogia STJ por soltar Temer, mas se cala no caso Lula

Publicado em 16 maio, 2019
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Editorial do Estadão homenageia nesta quinta (16) o Superior Tribunal de Justiça, mais precisamente a 6ª Turma presidida pelo ministro Nefi Cordeiro, pelo que considera “aula” de Direito aos “justiceiros” de plantão.

Ao comentar o julgamento no STJ que determinou a soltura do ex-ministro Michel Temer –preso ilegalmente, ao juízo unânime dos ministros do colegiado–, o jornalão paulistano testemunha que não tem sido difícil encontrar, nos últimos tempos, excessos nas decisões da Justiça.

O Estadão, porém, não teve a coragem de citar o caso da prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como exemplo de “excessos nas decisões da Justiça” e de ilegalidade que fere o princípio constitucional da presunção da inocência.

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“Apesar de estar chegando atrasado no ponto ‘não se deve abrir mãos dos princípios nunca’ (na crise, os liberais sempre vacilam nesse ponto), o Estadão produziu a leitura do dia”, registrou em suas redes sociais o advogado Luiz Carlos Rocha, um dos defensores de Lula.

Sim, os liberais vacilam. Talvez no caso de Lula beire algo patológico, por isso não aplicável as esperadas regras deontológicas.

Em outras palavras, o Estado Democrático de Direito só vale para quem não seja Lula haja vista que o ex-presidente está preso inconstitucionalmente há 404 dias na Polícia Federal do Paraná.

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