Por Esmael Morais

Caminhoneiros voltam a discutir greve após aumento no diesel

Publicado em 04/05/2019

O novo aumento no preço do diesel pode ser estopim para reativar [deflagrar] a greve dos caminhoneiros.

A Petrobras anunciou a elevação média de 2,56% no preço do diesel comercializado nas refinarias da empresa, a partir deste sábado (4).

Depois de uma trégua de duas semanas, os caminhoneiros votam a discutir ‘forte nos grupos de WhatsApp a paralisação da categoria.

Os caminhoneiros se dizem traídos [outra vez] pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

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De acordo com lideranças dos autônomos, Bolsonaro não cumpriu a pauta debatida com os caminhoneiros no último dia 22 de abril — vésperas da abortada greve em 29 de abril.

O Comando Nacional do Transporte garante que desta vez não tem como segurar a paralisação porque o gatilho já foi puxado com o novo aumento do óleo diesel e a falta de uma política de preços mínimos para o frete.

Bolsonaro mantém política de Temer e gasolina aumenta quase 57% em três anos

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), por meio de estudo do Dieese, afirma que de julho de 2017 até hoje, a gasolina aumentou 56,97% nas refinarias da Petrobras enquanto a inflação do período acumulou 7,14%.

Já a variação do preço do diesel, que atinge diretamente os caminhoneiros, que ameaçam parar novamente assim como fizeram em maio de 2018, foi de 50,14% no mesmo período.

Ou seja, não há solução para os consumidores de combustíveis no marco da atual política de preços da Petrobras cujos reajustes ocorrem de acordo com a variação cambial e oscilação do barril de petróleo no mercado internacional.

Portanto, Bolsonaro segue a mesma política nefasta do “falecido” presidente Michel Temer (MDB).