Por Esmael Morais

Bolsonaro quer dinheiro da Petrobras na educação

Publicado em 17/05/2019

Nem a lava jato escapará do confisco do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que agora mira nos R$ 2,5 bilhões que força-tarefa tutela do acordo entre Petrobras e EUA.

O dinheiro que está parado numa conta da 13ª Vara da Federal do Paraná, em Curitiba, aguarda a criação de um fundo privado para o uso da lava jato em supostos projetos de combate à corrupção.

Entretanto, Bolsonaro afirmou ontem (16) durante a transmissão de uma live pelo Facebook que pretende utilizar a bufunfa para financiar a educação e a tecnologia.

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“Eu gostaria de em parte levar para o ministério de Ciência e Tecnologia. Porque nós temos que investir em pesquisa”, explicou o presidente, desde Dallas, nos Estados Unidos.

Uma das possibilidades seria a lava jato depositar essa soma bilionária no Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça cujo titular é Sérgio Moro. Porém, o ex-juiz não inspira confiança nem seria a garantia de que os recursos realmente chegariam à educação e à tecnologia.

“Seria como colocar a raposa cuidando do galinheiro”, critica a UNE (União Nacional dos Estudantes) que programou volta às ruas no próximo dia 30.

O FDD existe desde 1985 e foi criado para guardar recursos oriundos de reparações em ações civis públicas e termos de ajustamento de conduta firmados entre causador de dano e Ministério Público.

Resumo da ópera: dinheiro tem e os cortes na educação são inexplicáveis; o que se discute é quem fica com os recursos, ou o orçamento público ou os bancos privados; eis a disputa em curso.