Por Esmael Morais

Bolsonaro foi rifado pela reforma da previdência

Publicado em 20/05/2019

Mercados e mídia fizeram uma nova e diabólica aliança pela reforma da previdência que exclui o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A conversa mole é que Bolsonaro perdeu as condições de governar e que é preciso blindar a economia do mau humor político dos brasileiros. Meia verdade, como se explica abaixo.

Primeiro é fundamental esclarecer que o mau humor é com a política econômica neoliberal de Paulo Guedes, que mídia e mercados defendem, até porque nunca se retirou tantos direitos dos trabalhadores.

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Segundo é bom desmistificar que a reforma da previdência significa o fim da aposentadoria, isto é, o brasileiro vai trabalhar até morrer sem obter benefício algum. Os mercados e a mídia oferecem um título de capitalização que o próprio trabalhador colocará dinheiro para nunca usufruir.

Terceiro, é verdade que Bolsonaro perdeu condições de governar menos pelas condições psicológicas [ele não passa no exame psicotécnico] e mais pela agenda econômica traduzida em milhões de desempregados, desamparados e desalentados no País.

Parte do Congresso Nacional, em conluio com a velha mídia e os especuladores, agora tentam engambelar os mais desavisados dizendo que articulam um “novo texto” da reforma da previdência. É a senha para rifar Bolsonaro.

Por sua vez, Bolsonaro tenta sobreviver dizendo que vai lutar para manter o “velho texto” da reforma da previdência que em síntese tem o mesmo objetivo: ferrar os trabalhadores brasileiros. O presidente também tentará mostrar força nas ruas no próximo dia 26 de maio.