Por Ricardo Cappelli

A volta dos que não foram?

Publicado em 24/05/2019

Sem muito alarde, com uma notinha aqui e ali, Luciano Huck e o ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, estão circulando pelo Brasil.

A dupla fez visita ao TCU “para conhecer melhor o tribunal”, se encontra com banqueiros, empresários e toma cafezinhos com as famílias que dominam a grande mídia tupiniquim.

O apresentador global namorou com uma candidatura à presidência da República. As pesquisas indicavam forte viabilidade. Pressionado pela perda de contratos publicitários milionários, recuou sem nunca ter ido divulgando uma carta vazia e cheia de autoelogios.

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Hartung é tratado pelo mercado como o “gênio da administração pública brasileira”. O ajuste fiscal rigoroso promovido na sua gestão foi um sucesso tão grande de público que o mesmo não se candidatou à reeleição por absoluta falta de popularidade.

Huck e Hartung não são homens de jogar dinheiro fora, muito menos de andar de bobeira por aí. A onda conservadora que elegeu Bolsonaro segue forte. O Capitão pode até cair da prancha e tomar um caldo, mas tem muita gente querendo surfar nela.

Um liberalismo ortodoxo com a simpatia global, roupagem moderninha, atestado de competência da Avenida Paulista e pitadas sociais de “porta da esperança”. Que tal?