Por Esmael Morais

Relatório aponta retrocessos na liberdade de imprensa no Brasil de Bolsonaro

Publicado em 18/04/2019

O Brasil caiu três colocações no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa divulgado nesta quinta-feira (18) pela organização Repórteres Sem Fronteiras. Estamos agora na posição 105.

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A Noruega lidera o ranking de liberdade de informação. O segundo lugar é da Finlândia e o terceiro da Suécia.

O Brasil aparece muito atrás inclusive dos vizinhos Chile (46°), Argentina (57°) e Paraguai (99°). De acordo com o relatório, a imprensa brasileira está em uma “situação problemática”, classificação que engloba também outros 65 países.

Um dos agravantes apontados foi a eleição de Bolsonaro, após uma campanha marcada por discursos de ódio, desinformação, violência contra jornalistas e desprezo pelos direitos humanos.

Veja o que diz o relatório sobre o Brasil:

“Brasil: Um período sombrio que se anuncia

Ameaças, agressões, assassinatos … O Brasil continua sendo um dos países mais violentos da América Latina para a prática do jornalismo. Em 2018 ao menos quatro jornalistas foram assassinados no país em decorrência da sua atividade.

Na maioria dos casos, esses repórteres, locutores de rádio, blogueiros e outros comunicadores mortos cobriam e investigavam tópicos relacionados à corrupção, políticas públicas ou crime organizado, particularmente em cidades de pequeno e médio porte em todo o país, nas quais estão mais vulneráveis.

A eleição de Jair Bolsonaro em outubro de 2018, após uma campanha marcada por discursos de ódio, desinformação, violência contra jornalistas e desprezo pelos direitos humanos, é um prenúncio de um período sombrio para a democracia e a liberdade de imprensa.

O horizonte midiático ainda é bastante concentrado no Brasil, sobretudo ao redor de grandes famílias, com frequência, próximas da classe política. O direito ao sigilo das fontes é já foi questionado em diversas situações no país e muitos jornalistas e meios de comunicação são alvos de processos judiciais abusivos.”

Com informações da Folha de S. Paulo e da RSF. 

O relatório completo está no Portal da RSF.