Boulos e Dino cobram posição de Moro sobre fuzilamento de músico pelo Exército

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O líder do MTST, Guilherme Boulos, cobrou nesta segunda-feira (8) manifestação oficial do ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) sobre a morte do músico Evaldo dos Santos Rosa — fuzilado pelo Exército no Rio.

“Sergio Moro é ministro da Justiça, está agora no Twitter e no final de semana sugeriu filmes de Hollywood para enfrentar o crime no Brasil. Ainda não se manifestou sobre uma família alvejada com 80 tiros no Rio de Janeiro… E aí, Moro?”, questionou o ex-presidenciável do PSOL.

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A família do músico foi alvo de 80 disparos de fuzil feitos por soldados do Exército. Para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), essa é uma característica do ethos fascista: a violência.

“Um dia de domingo: cidadão é fuzilado por “equívoco”; mulher é agredida por 3 homens em face de posições políticas; jornalista da TV é ameaçado de morte em razão de reportagem. Essa é uma característica do ethos fascista: a violência”, criticou o governador maranhense.

O líder dos sem-teto protestou ainda pelo fato de as vítimas do fuzilamento serem negras.

“80 tiros! Sim, 80 tiros… foi o que o Exército fez contra o carro de uma família em Guadalupe, no Rio. Confundiram com ‘criminosos’. Havia no carro uma criança de 7 anos. O pai, Evaldo dos Santos Rosa, músico, morreu na hora. Ah, sim, eram negros. Até quando?”, lamentou Boulos.

O Exército anunciou que 10 militares foram presos em virtude do crime.

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), também exigiu rigor na apuração deste ato de violência no Rio.

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