Ponte Costa e Silva, em Brasília, é rebatizada com o nome de Marielle Franco

A ponte Costa e Silva, uma das mais movimentadas de Brasília, foi rebatizada com o nome de Marielle Franco na madrugada desta quinta-feira (14), quando completa um ano da execução da vereadora carioca e do motorista Anderson Gomes.

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A ação foi uma homenagem conjunta do Movimento de Mulheres Olga Benário, do Observatório da Mulher contra a Violência, da União da Juventude Rebelião e de feministas de Brasília.

Em nota, as ativistas pediram respostas sobre o crime e afirmaram que é “inadmissível que nossos monumentos públicos, ruas, praças e pontes ainda levem o nome de presidentes que restringiram nossa liberdade de expressão, cassaram direitos do povo, torturaram e assassinaram opositores, inclusive mulheres que jamais fugiram da luta”.

Leia a íntegra da nota:

No dia em que se completam 365 dias do assassinato da vereadora Marielle Franco, o povo ainda não conseguiu a resposta da pergunta: ‘quais foram os mandantes do crime?’. Desde essa atrocidade, em que também foi morto Anderson Gomes, Marielle se tornou um símbolo ainda maior de luta e resistência de mulheres em todo o Brasil e no mundo.

Hoje, dia 14 de março de 2019, o Movimento de Mulheres Olga Benário e ativistas feministas de Brasília rebatizaram a Ponte Costa e Silva como Ponte Marielle Franco. É inadmissível que nossos monumentos públicos, ruas, praças e pontes ainda levem o nome de presidentes que restringiram nossa liberdade de expressão, cassaram direitos do povo, torturaram e assassinaram opositores, inclusive mulheres que jamais fugiram da luta.

O Brasil é o único país da América Latina em que os crimes cometidos durante a ditadura civil militar não foram devidamente investigados e, principalmente, seus autores punidos. Isso alimenta a violência e a impunidade do Estado, como vemos hoje em dia, além de perpetuar uma cultura extremamente machista.

Resultado disto é que o ‘Brasil é o 5º país que mais comete Feminicídios no mundo: uma mulher é estuprada a cada 9 minutos, 60 mil por ano; apenas em 2018, foram vítimas de violência doméstica 606 mulheres por dia; só nas três primeiras semanas de 2019, foram 107 casos de feminicídio’. Se 40% dos casos de assassinatos de mulheres foram dentro de casa com armas de fogo, o decreto presidencial das armas só agrava ainda mais a situação de violência brutal nos lares brasileiros.

Diante disso, lutar contra toda e qualquer forma de opressão e machismo é uma questão de sobrevivência para as mulheres, sementes de Marielle, por isso precisamos nos organizar para avançar rumo à construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

*Observatório da Mulher contra a violência.
*Movimento de Mulheres Olga Benário
*Ativistas feministas de Brasília
*União da Juventude Rebelião

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