paulo pimenta complô

Pimenta: Se bobagens de Bolsonaro pagassem imposto, déficit público seria zerado

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), criticou nesta terça-feira (26) o presidente Jair Bolsonaro (PSL) pela quantidade de bobagens que tem falado e praticado em menos de três meses na chefia do Executivo.

LEIA TAMBÉM:
Defensoria da União pede à Justiça que impeça comemoração do golpe de 1964

“Se houvesse um imposto para cada asneira e bobagem que o presidente falasse, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já teria resolvido o problema fiscal do governo”, alfinetou o parlamentar.

Pimenta disse que Bolsonaro se “supera a cada dia na capacidade de fazer o povo brasileiro passar vergonha”, tanto interna como externamente. Ele lembrou que na visita aos Estados Unidos, na semana passada, Bolsonaro “humilhou os brasileiros ao lamber as botas” do presidente daquele país, Donald Trump.

Bolsonaro elogia ditadores e quer comemoração para golpe de 64
Para o parlamentar, a sucessão de vexames continuou no último fim de semana, quando Bolsonaro esteve no Chile. Ele já havia elogiado o ditador chileno Augusto Pinochet, responsável pela morte e desaparecimentos de milhares de opositores. O presidente do senado do Chile, Jaime Quintana, se recusou a receber Jair por causa das suas declarações e o presidente Sebastián Piñera, que disse não concordar com nada do que disse o mandatário brasileiro.

O líder do PT também criticou Bolsonaro por ter determinado às Forças Armadas que comemorem nos quarteis, no dia 31 de março, o golpe militar de 1964.

“Seria como a Itália comemorasse os 100 anos de Mussolini ou a Alemanha homenageasse Hitler”, exemplificou Paulo Pimenta.

“Somente uma figura com tamanha irresponsabilidade perante a democracia para exaltar a ditadura”, comentou o líder do PT, ao lembrar que Bolsonaro não tem respeito ao cargo que exerce ao fazer apologia à tortura e à ditadura. Pimenta lembrou que entre 1964 e 1985, houve mortos, perseguidos e exilados por conta do regime militar que comandou o País”, completou.

Ministro de Bolsonaro foge de debate sobre a Previdência
O líder também criticou o ministro da Economia, Paulo Guedes, por ter fugido ao convite para debater na tarde desta terça-feira, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a proposta de Reforma da Previdênciaencaminhada pelo governo ao Congresso.

“O ministro alaranjou”, ironizou Pimenta, comparando a postura de Guedes à de Bolsonaro durante a campanha eleitoral do ano passado, ao longo da qual recusou-se a participar de qualquer debate com seus opositores.

Pimenta informou que as Bancadas do PT na Câmara e no Senado rechaçam a proposta de Reforma da Previdência. Ambas as bancadas fecharam questão contra a proposta.

Com informações do PT na Câmara