Os verdadeiros responsáveis pela tragédia de Brumadinho não foram demitidos

Os jornalões comemoram o afastamento temporário do presidente da Vale, Fabio Schvartsman, em virtude da recomendação da força-tarefa que investiga o rompimento da barragem de Brumadinho (MG).

Na semana que passou, o STJ mandou soltar [corretamente] oito funcionários da empresa que ficaram presos [injustamente] sob a acusação de estarem diretamente envolvidos na segurança e estabilidade da estrutura que se rompeu no dia 25 de janeiro.

Os dois eventos narrados acima (afastamento de Schvartsman e a prisão da criadagem) não passou de espetáculo circense cujo objetivo era dar carne humana aos leões e distrair o distinto público dos verdadeiros responsáveis pelas tragédias na Vale, isto é, em Mariana e Brumadinho, ambas em Minas Gerais.

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O Blog do Esmael mostra aos leitores a composição acionária da Vale. Os sócios da companhia privatizada em 1997, na era FHC, são os verdadeiros responsáveis pelo desastre ambiental de 25 de janeiro.

De acordo com a Vale, 47,7% das ações estão em mãos de investidores estrangeiros, qual seja, especuladores em salas com ar condicionado de Nova York, e 13,2% são investidores brasileiros.

Dentre os investidores brasileiros estão: o BNDES, por meio do BNDESpar, isto é, governo federal; banco Bradesco; Litel (fundos de pensão); e o grupo nipo-brasileiro Mitsui (especuladores).

Em comum todos esses sócios, brasileiros ou estrangeiros, querem resultados (lucros) nem que para isso seja necessário fazer vistas grossas às leis sobre meio ambiente, direitos trabalhistas ou contrários à economia popular.

Foram os poderosos sócios privados que puxaram o gatilho do desastre ambiental em Brumadinho e Mariana.

Schvartsman e os oito funcionários inicialmente culpabilizados são apenas instrumentos substituíveis para obter lucros.

Resumo da ópera: a solução para esses — e a prevenção para futuros — desastres ambientais seria reestatizar a empresa e voltar a chamá-la Companhia Vale do Rio Doce.

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