Na Argentina, greve nacional dos professores da rede pública por 72 horas

O início do ano letivo na Argentina foi afetado por uma paralisação nacional dos professores da rede de ensino público, que teve início nesta quarta-feira (6).  Os docentes reivindicam o fim dos cortes no orçamento para o setor promovidos pelo governo neoliberal de Macri.

A Confederação de Trabalhadores da Educação (Ctera) lidera os três dias de protesto para exigir o fim dos cortes no orçamento da educação pública, do congelamento das bolsas de formação docente, por melhores condições salariais e de infraestrutura nas escolas e melhoria da alimentação dos refeitórios escolares.

Em um recente congresso da entidade, os docentes denunciaram que há uma drástica redução no financiamento para educação por parte do Governo Nacional, ajustes regressivos em programas de formação docente, como o sistemas de Bolsas Progressar,  fechamento de programas sócio-educativos e o sucateamento da infraestrutura escolar.

Além disso, em apenas seis províncias (estados) os docentes que conseguiram fechar acordos salariais neste ano.

“Este é um plano de luta em defesa da escola pública, por condições dignas de ensino e aprendizagem, para exigir formação docente, orçamento educativo, e em defesa da aposentadoria docente e por nossos direitos”, afirmou a secretária geral de Ctera, Sonia Alesso.

A paralisação dos professores acontece no contexto de diversas mobilizações trabalhistas contra a política econômica neoliberal do governo de Macri.

Manifestações acontecem em toda Argentina no dia de hoje. Em Buenos Aires, uma marcha até a Casa Rosada (sede do governo argentino) protesta em defesa da Educação Pública no país.

*Com Informações da Prensa Latina<

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