Lula Livre é defender a democracia e derrotar ‘estado policial lavajatista’

O Encontro Nacional Lula Livre realizado no último sábado, em São Paulo, além de ressignificar a campanha pela liberdade do ex-presidente, iniciou um processo de unidade das principais forças partidárias da esquerda, dos movimentos sociais e sindicais.

Lula Livre é defender a democracia e derrotar ‘estado policial lavajatista’

Por Milton Alves*

O evento que reuniu mais de mil ativistas de todo o país, partidos políticos (PT, PSOL, PCdoB, PCO), lideranças sindicais, do movimento negro, jornalistas, militantes de 300 Comitês Lula Livre, representou também uma aliança prática entre a esquerda política e o ativismo social para enfrentar a agenda do governo de extrema-direita de Bolsonaro.

Porém, o ganho de consciência mais importante dos dirigentes e militantes da esquerda política e social foi a compreensão de que a Campanha Lula Livre é o eixo central e unificador da luta pela democracia e um instrumento para derrotar o projeto em curso do governo da extrema-direita – e de seu braço judicial na operação lava jato de criar as bases de um estado policial.

Projeto conduzido pelo ministro da Justiça Sergio Moro e pelos procuradores de Curitiba, protegidos pelo generalato reacionário, que integra o campo bolsonarista. E estimulado por setores do aparato midiático dos grande grupos econômicos.

A tentativa da lava jato de montar um fundo bilionário, sem transparência e violando todos os princípios da gestão pública do estado brasileiro, despertaram amplos segmentos do aparelho do Poder Judiciário dos riscos à democracia representado pela ação criminosa do grupo nucleado em Curitiba, que conta com o suporte do Departamento de Justiça dos EUA e de outras agências do império.

Como assinalou o sentido da mensagem do presidente Lula ao encontro: “A nossa luta é pela democracia e pela justiça. E só vamos alcançar esses objetivos defendendo os direitos do povo e a soberania nacional, porque foi contra estes valores que deram o golpe e interferiram na eleição. Foi para entregar nossas riquezas e reverter as conquistas sociais. Que os comitês Lula Livre tenham isso bem claro e atuem cada vez mais na sociedade, nas redes, nas escolas e nas ruas”, disse o ex-presidente.

A prisão política de Lula, uma operação de lawfare para tirá-lo da disputa presidencial em 2018, teve revelada toda a trama com a nomeação de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça de Jair Bolsonaro (PSL).

Neste sentido, a jornada nacional e internacional por Lula Livre, entre 7 a 10 de abril, será um momento decisivo para a incorporação de amplos segmentos do nosso povo no combate pela liberdade de Lula, contra o desmonte social, por punição para os assassinos de Marielle Franco, criando uma poderosa e potente rede de comitês de base da Campanha Lula Livre nos locais de trabalho, moradia, estudo, cultura e nas redes sociais.

* Milton Alves é ativista político e social, militante do PT de Curitiba.

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