Bolsonaro nega envolvimento da família com assassinato de Marielle

Publicado em 13 março, 2019
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) negou nesta terça (12), em Brasília, que a família dele tenha alguma relação com o assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL).

O filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) considerou “absurda e repugnante” a associação do crime ao clã que ainda tem os irmãos Carlos (vereador no Rio) e Flávio (senador pelo Rio).

As suspeitas recaíram sobre os Bolsonaro devido as inúmeras “coincidências” entre eles e os homens apontados pela polícia como matadores da parlamentar há um ano.

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Ronie Lessa, policial militar reformado, preso ontem, mora no mesmo condomínio de luxo em que o presidente da República mora na Barra da Tijuca.

Além disso, a filha do suspeito de assassinato namorou um dos filhos de Jair Bolsonaro — segundo o delegado Giniton Lages, titular da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro e um dos responsáveis pelas investigações da execução de Marielle Franco.

“Esse caso de assassinato é como os outros 62 mil casos que a gente tem no Brasil. É óbvio que a gente quer que ele seja elucidado e que quem cometeu vá preso. Não tem nada de diferente. Não tem essa de passar a mão na cabeça. Isso aí está muito acima de questão política, pelo amor de Deus”, contestou Eduardo Bolsonaro ao deixar ontem a Câmara.

Para o filho do presidente da República, o “trabalho sujo” da velha mídia e da nova mídia é financiado pelos governos anteriores (SIC) com o objetivo de relacionar Jair Bolsonaro com o assassinato.

“É um desespero para tentar dizer que Bolsonaro tem culpa no cartório. Quem era Marielle? Estou falando com todo o respeito. Ninguém conhecia quem era Marielle Franco antes de ela ter sido assassinada. Depois, todo mundo começou a conhecer porque foi dada uma grande notoriedade. Agora, pelo amor de Deus, tentar fazer essa relação é mais do que absurdo, é repugnante”, afirmou o deputado.

Na tarde desta terça, Jair Bolsonaro também comentou o caso. Ele disse que espera que as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes identifiquem quem mandou matar a parlamentar.

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