Editorial do Estadão lança suspeitas sobre Bolsonaro acerca do Caso Marielle

Publicado em 13 março, 2019
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O Estadão, ao que parece, defende “suas” mulheres. Em editorial desta quarta (13), o jornalão lança suspeitas sobre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) acerca do assassinato da vereadora Mairelle Franco (PSOL).

Num trecho do editorial, o Estadão recorda que “um dia antes da prisão dos dois suspeitos do assassinato da vereadora Marielle, o presidente Jair Bolsonaro foi às redes sociais para atacar ferozmente a imprensa em razão da cobertura do escândalo envolvendo as movimentações suspeitas na conta bancária de outro ex-funcionário de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz – que teria sido o responsável pela contratação do miliciano Adriano Nogueira.”

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O texto cita o devaneio presidencial quando acusa de quererem derrubar seu governo recém-empossado.

“Para o presidente Jair Bolsonaro, os jornalistas – ele citou em particular a repórter do Estado Constança Rezende e também o pai da jornalista, o repórter de O Globo Chico Otávio, especializado na cobertura das milícias cariocas – querem derrubar seu governo.”

O editorial jornalão paulistano retoma o histórico envolvimento dos Bolsonaro com as milícias no Rio de Janeiro.

“O País ficou sabendo também que essas milícias haviam sido objeto de seguidas homenagens tanto de Flávio como de Jair Bolsonaro ao longo de suas carreiras como parlamentares”, afirma.

Para fechar o repolho, o Estadão exige uma explicação para o fato de o policial reformado, suspeito de assassinar Marielle, morar no mesmo luxuoso condomínio do presidente Jair Bolsonaro.

“É preciso, por exemplo, explicar como um policial reformado como Ronnie Lessa, um dos suspeitos da morte de Marielle, era dono de uma confortável casa num condomínio de classe média alta na Barra da Tijuca – o mesmo condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro também tem casa –, ganhando apenas R$ 8 mil mensais”, exigiu o editorial.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) negou nesta terça (12), em Brasília, que a família dele tenha alguma relação com o assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco.

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