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Desemprego deixa 22,2% das famílias sem renda e eleva desigualdade no país

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – PNAD Contínua do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) diagnosticou que, no quarto trimestre de 2018, o número de domicílios no país sem nenhuma renda proveniente de trabalho chegou a 22,2%. No final de 2013, antes da recessão, as famílias que não tinham nenhum integrante em atividade remunerada representavam 18,6% do total.

Esse não o foi o único indicador que piorou. As famílias com renda muito baixa (menor que R$ 1.566,24) chegaram a 30,1% no último trimestre de 2018. No mesmo período de 2013, eram 27,5%.

O levantamento, que tem por base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, também indica crescimento da desigualdade salarial entre os domicílios. No final de 2014, a média da renda domiciliar para famílias de renda alta era 27,8 vezes maior que a média das de renda muito baixa. No fim do ano passado 2018, a média era 30,3 vezes maior.

O estudo destaca que há, sim, expectativa de melhora do cenário econômico com a aprovação da Reforma da Previdência. Porém, os resultados – como a recuperação de renda e emprego – só poderão ser sentidos em 2020.

A geração de vagas de trabalho informais – sem carteira assinada – foi responsável pelo aumento da taxa de ocupação no país no trimestre encerrado em janeiro, enquanto o ritmo de criação de novas vagas formais vem perdendo fôlego nos últimos meses. No início de 2018, a taxa crescia a 2% na comparação com o ano anterior. No trimestre passado, a alta foi de 0,9%.

“Além de fraco, o aumento da ocupação aconteceu, basicamente, nos setores informais da economia”, informa um trecho da seção Mercado de Trabalho, do boletim Carta de Conjuntura do Ipea, que também usa dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged). “Adicionalmente, nota-se que quase um quarto dos empregos formais criados foram baseados em contratos de trabalho parciais ou intermitentes”.

Apesar de a geração de vagas informais puxar o crescimento da ocupação, o Ipea avalia que a desaceleração se deve à perda de intensidade no crescimento das vagas sem carteira assinada. No início de 2018, a criação de novas vagas informais era de 7,3%, enquanto no trimestre encerrado em janeiro deste ano, a expansão foi de 3%.

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