Deltan vai à luta contra o Supremo

O procurador Deltan Dallagnol está com um olho nos R$ 2,5 bilhões da Petrobras para constituir o fundo privado da lava jato, e outro no julgamento do STF, nesta quarta (13), acerca da competência [ou não] da força-tarefa julgar crimes eleitorais.

Evidentemente que a Constituição Federal proíbe a lava jato pretender-se “justiça divina” cujos tentáculos iriam até o fim do mundo. Não pode, segundo a lei.

Aliás, nem a lava jato poderia ter investigado crimes correlatos à estatal petrolífera porque a força-tarefa foi concebida ilegalmente por uma série de resoluções violando o princípio constitucional do juiz natural. Tal alquimia resultou no título de juiz “sobrenatural” a Sérgio Moro — então magistrado na 13ª Vara Federal do Paraná.

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A propósito: a lava jato não poderia ter julgado e condenado o ex-presidente Lula porque, como o próprio ex-juiz Sérgio Moro admitiu certa vez, o tríplex do Guarujá não tem relação com a Petrobras.

O sítio de Atibaia também atribuído ao ex-presidente da mesma forma não tem conexão com a petrolífera.

Para fechar o repolho, os crimes eleitorais muito menos têm relação com a lava jato.

Se o STF sucumbir amanhã igualmente sucumbirá o pouco de direito que ainda resta no país. Que os ministros do Supremo não envergonhem Ruy Barbosa.