Por Esmael Morais

Bolsonaro tenta minimizar vídeo pornô; ação popular exige retirada do Twitter

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) corre o risco de ser obrigado, pela Justiça, a retirar vídeo pornô com cenas “golden shower” (fetiche de urinar no parceiro) durante relação sexual. Antes que o arroz azede de vez,

Publicado em 06/03/2019

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) corre o risco de ser obrigado, pela Justiça, a retirar vídeo pornô com cenas “golden shower” (fetiche de urinar no parceiro) durante relação sexual.

Antes que o arroz azede de vez, Bolsonaro emitiu nota por meio da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR).

Segundo o órgão, o presidente quis “caracterizar uma distorção clara” do espírito de alegria comumente associado ao carnaval.

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“Não houve intenção de criticar o carnaval de forma genérica, mas sim caracterizar uma distorção clara do espírito momesco, que simboliza a descontração, a ironia, a crítica saudável e a criatividade da nossa maior e mais democrática festa popular”, diz a nota.

Ação Popular

Advogados protocolaram hoje (6) na 1ª Vara Cível Federal de São Paulo Ação Popular para que o presidente Jair Bolsonaro apague de sua conta oficial no Twitter o vídeo pornográfico gravado durante o Carnaval.

Os autores da ação alegam que o presidente tem aproximadamente 3,5 milhões de seguidores no perfil do Twitter e, dentre eles, “certamente há crianças e adolescentes e isso já seria o suficiente para se determinar a sua remoção”.

Vídeo

Ontem (5) à noite Bolsonaro postou um vídeo, no qual há imagens de um homem urinando em outro, seminu, durante a passagem de um bloco de carnaval.

“Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro”, disse o presidente.

Crime

Na mesma nota, o Palácio do Planalto ressaltou que o vídeo postado na conta pessoal do presidente retrata “um crime, tipificado na legislação”.

“No vídeo, postado pelo presidente da República em sua conta pessoal de uma rede social, há cenas que escandalizaram, não só o próprio presidente, bem como grande parte da sociedade. É um crime, tipificado na legislação brasileira, que violenta os valores familiares e as tradições culturais do carnaval”.