Servidores mantêm greve contra ‘pacote’ da Previdência de Covas

Servidores em greve contra pacote de Covas

Os servidores municipais de São Paulo decidiram nesta quinta-feira (7) continuar a paralisação contra o pacote da Previdência do prefeito Bruno Covas (PSDB).

O funcionalismo reivindica a revogação da Lei Municipal 17.020, que aumentou a contribuição previdenciária de 11% para 14% e o SampaPrev, estabelecendo planos de previdência individuais por capitalização para os servidores.

Os servidores decidiram continuar a greve diante de intransigência de Bruno Covas que se negou novamente a receber uma comissão dos representantes dos grevistas para negociar a pauta dos trabalhadores, durante manifestação das categorias na tarde de hoje.

“O prefeito alegou que está cuidando da agenda da cidade. Como se escolas, postos de saúde e outros serviços paralisados não fossem problemas da agenda da cidade. Como se os servidores que atendem a população não fossem parte da agenda da cidade”, afirmou o presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo, vereador Cláudio Fonseca (PPS).

“Não vamos desistir enquanto não revogar o confisco dos nossos salários”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), Sérgio Antiqueira.

Os servidores voltam a se reunir na próxima quarta-feira (13), em frente à prefeitura, às 14h.

Os servidores também reivindicam o fim da política de aumento anual de 0,01%, reajuste geral de 10% nos salários e chamadas dos concursos. A capital paulista tem cerca de 100 mil servidores em saúde, educação, cultura, esportes, serviços, entre outros. Como alternativa ao desconto de 14%, os servidores defendem a convocação de novos concursados que aguardam chamada e o fim das contratações de Organizações Sociais de Saúde.

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