Previdência: ‘Capitalização’ jogou na miséria aposentados no Chile e no México

Publicado em 20 fevereiro, 2019
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Uma das propostas mais criminosas do projeto de “reforma” da Previdência do governo de Jair Bolsonaro, que será apresentado ao Congresso nesta quarta-feira (20), é a adoção do chamado modelo de capitalização para as aposentadorias e pensões. Um modelo que jogou milhões de idosos na pobreza e miséria no Chile e no México.

Implantado no Chile nos anos 1980, durante o governo do ditador Augusto Pinochet – como qual o economista Paulo Guedes colaborou –, o regime de capitalização da Previdência levou ao empobrecimento dos aposentados do país. O índice de suicídio entre idosos chilenos é um dos maiores do mundo.

Nove em cada dez aposentados chilenos recebem o equivalente a menos de 60% do salário mínimo local. Longe dos 70% preconizados pelos idealizadores do programa de capitalização, a aposentadoria média dos chilenos corresponde a 38% da renda que eles tinham ao se aposentar, segundo pior resultado entre os 35 países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No México, onde a capitalização foi adotada em 1997, a situação é ainda pior. Muitos trabalhadores não têm carteira assinada e não conseguem contribuir. Atualmente, 77% dos idosos já não contam com benefício de aposentadoria e 45% da população mexicana vive na extrema pobreza.

Ou seja, o governo Bolsonaro prepara uma verdadeira “bomba-relógio” para os milhões de trabalhadores brasileiros.

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