Cresce em 300% o número de escolarizados que desistem de procurar emprego

Dilma Rousseff no pleno emprego.

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cresceu em 300% o número de desalentados no país desde 2014, entre pessoas escolarizadas. Ou seja, aquele indivíduo que desistiu de procurar emprego em virtude da recessão econômica.

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, do IBGE, o total de trabalhadores mais qualificados – aqueles com pelo menos dez anos de estudo – que abandonaram a busca por uma vaga no mercado passou de 394 mil para 1,66 milhão nesse período (desde 2014).

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Conforme o levantamento do IBGE, mais de 1,27 milhão de trabalhadores bem qualificados, em plena idade produtiva, caíram no desalento de 2014 até setembro do ano passado — em pleno processo eleitoral.

A tendência é que o número de desalentados dispare ainda mais em todos os níveis de escolarização durante o governo Jair Bolsonaro (PSL).

Atualmente, somado ao desemprego e à informalidade, essa praga do desalento atinge cerca de 20 milhões de brasileiros.

A situação da economia, do desemprego, da informalidade e do desalento só viraram realidade para os trabalhadores, sobretudo à nova geração, depois da queda da presidenta Dilma Rousseff (PT) cujo governo proporcionou ao país o pleno emprego.

A falta de perspectiva para a mão de obra — mais qualificada ou não — coincidiu com a ascensão da lava jato e o desmantelamento do parque industrial nacional, a exemplo das indústrias naval, da construção civil e do petróleo.

Portanto, é correto afirmar que os desalentados têm pai e mãe: o golpe de 2016 e a lava jato do ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro.

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