Comissão Arns para monitorar direitos humanos e liberdades democráticas será lançada em SP


A Comissão Arns, formada por 20 personali­dades, entre eles seis ex-ministros de Estado, será lançada nesta quarta-feira (20), na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo. O objetivo do grupo é monitorar amea­ças de retrocessos em conquistas nas áreas dos direitos humanos e civis assegu­radas pela Constituição de 1988. O grupo manifesta preocupação com a agenda anti-direitos humanos do governo Bolsonaro.

O nome é uma homenagem ao cardeal D. Paulo Evaristo Arns (1921-2016), franciscano que foi referência na defesa de direitos humanos e dos mais po­bres, opositor ativo da ditadura militar.

O ex-ministro de Direitos Humanos no governo Lula, Paulo Vannuchi, que integra a Comissão, lembrou que desde 1988 o Brasil avan­çou na criação de mecanismos de pro­teção aos direitos humanos nos governos democráticos, mas que agora esses direitos estão sob ataque.

“Do ano passado para cá, o ataque aos direitos huma­nos virou um programa de governo no discurso do pre­sidente eleito, que se coloca contra os direitos humanos. Esse ataque gera novas resistências. A Comissão Arns nasce reunindo pessoas com opiniões diferenciadas nas questões político-partidárias, mas que estão unidas no respeito e na exigência de que o Brasil não volte atrás nesses avanços. Vamos trabalhar pressionando o poder público e denunciando junto à imprensa e aos organis­mos nacionais e internacionais”, afirmou.

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