Bolsonaro poderá sofrer derrota estratégica com eleição no Senado

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) poderá sofrer hoje (2), no Senado, a mais importante e severa derrota neste início de mandato. Explica-se.

O chefe da Casa Civil Ony Lorenzoni operou abertamente para seu correligionário, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), derrotar o senador Renan Calheiros (MDB-AL) por meio de manobras que desrespeitavam o regimento do Senado.

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Pois bem, o aliado do Palácio do Planalto precariamente aprovou o voto aberto na eleição do presidente do Senado, mas, nesta madrugada, o ministro Dias Toffoli, presidente do STF, determinou votação secreta.

Além de Onyx e Alcolumbre, o Palácio do Planalto também deixou suas digitais na operação desastrosa com a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para quem não tinha como voltar atrás do voto aberto.

“A Casa já decidiu, não tem como voltar atrás nessa questão do voto aberto”, disse o filho do presidente da República, após a suspensão da sessão de ontem à noite.

Pois é aí que a porca torce o rabo para o lado do governo. Em tese, o voto aberto seria menos benéfico para Renan Calheiros, portanto, com a decisão de Toffoli, o senador alagoano volta à condição de favorito na eleição de hoje.

Se vencer daqui a pouco, Renan vencerá uma eleição difícil ‘apesar’ de Jair Bolsonaro e seus patetas.

Durante a campanha eleitoral de outubro, o virtual novo presidente do Senado abriu fogo contra a reforma da previdência, a redução de direitos trabalhistas e se solidarizou com o ex-presidente Lula mantido preso político há mais de 300 dias em Curitiba.

Também poderão sofrer revés com a eleição de Renan a velha mídia, a lava jato e o banqueiros que estão de olho na aposentadoria dos trabalhadores.

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