Após 11 meses, Anistia Internacional pressiona por solução de assassinatos de Marielle e Anderson

Após onze meses se solução, a Anistia Internacional amplia a pressão pela solução dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes. Eles foram mortos a tiros no centro do Rio de Janeiro depois um evento político.

O bárbaro crime completou nesta quinta-feira (14) 11 meses sem conclusão, sem que a autoria fosse determinada.

“O assassinato de uma defensora dos direitos humanos não é apenas o assassinato de uma pessoa, é um ataque aos direitos como um todo”, diz Renata Neder, coordenadora de pesquisa da Anistia Internacional Brasil.

No mês de janeiro passado, o jornal Folha de S. Paulo chegou a divulgar um powerpoint apontando o clã Bolsonaro como parte de organização criminosa e de milícia no Rio. Segundo o jornalão, familiares do presidente da República teriam ligação com suspeitos de matar Marielle e Anderson.

As investigações são resguardadas por sigilo. Não faltam hipóteses para o crime. O mais provável, segundo investigadores e autoridades que acompanham o assunto, é que o crime tenha sido cometido por milicianos.

Em nota, o Comando Militar do Leste informou que as investigações estão com a Secretaria Estadual da Polícia Civil. Por sua vez, a Polícia Civil disse, também em comunicado, que as investigações sobre o caso Marielle estão sob sigilo. A Polícia Federal afirmou que não comenta.

Paralelamente, o PSOL, partido de Marielle, trabalha para instalar a CPI das Milícias na Câmara Federal.

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