Ajuda humanitária para a Venezuela foi provocação, diz ex-chanceler de Lula

Publicado em 24 fevereiro, 2019
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Os Estados Unidos bloquearam, roubaram, congelaram 30 bilhões de dólares da Venezuela relativos ao resultado da venda de petróleo. Quando Donald Trump se une a Jair Bolsonaro (PSL), do Brasil, para supostamente enviar “ajuda humanitária” ganha ar de provocação. A opinião é do embaixador Celso Amorim, ex-chanceler nos governos Lula.

“Estamos legitimando algo que não é verdadeiro em si, não se trata de ajuda humanitária, mas de ajuda para beneficiar uma facção”, disse o diplomata ao site Rede Brasil Atual.

Para um bom entendedor, além de provocativa, a “ajuda humanitária” foi uma tentativa de enviar neste sábado (23), via Brasil e Colômbia, alguns “Cavalos de Tróia” a serviço dos EUA. Entretanto, o presidente Nicolás Maduro rechaçou a esmola e disse estar disposto comprar — e pagar à vista — o arroz, o açúcar e demais produtos da cesta básica.

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Embora Jair Bolsonaro supostamente tenha mobilizado cerca de 200 toneladas de alimentos, segundo ele próprio, no Twitter, até pouco tempo atrás correligionários do presidente brasileiro disseminavam ódio aos venezuelanos, sobretudo aos que migravam na fronteira com Roraima, portanto, presume-se, essa “ajuda humanitária” não é verdadeira e se tornou propaganda de guerra contra o país vizinho.

De acordo com o ex-chanceler, a ajuda chegou por Roraima com anuência do governo Brasileiro. E teria de ser negociada por meio da ONU, ou da Cruz Vermelha.

Pelo Twitter, na madrugada de sábado (23), o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República, defendeu abertamente uma intervenção militar na Venezuela.

“O sistema cubano é um parasita que suga outros países. Não podemos permitir que a Venezuela se torne uma nova Cuba trazendo problemas para a região como a fome e a ação livre de grupos terroristas/narcos. Achar que o problema da Venezuela é só dos venezuelanos é não enxergar um palmo adiante”, disparou Bolsonaro.

Para o ex-senador Roberto Requião (MDB-PR), ativista dos direitos humanos e da paz, os Bolsonaro querem a guerra para esconder os escândalos de corrupção dos quais são suspeitos. Diante do clima belicista, o emedebista pergunta ao Brasil e ao mundo: “Cadê o Queiroz?”

Com informações da RBA

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