MEC libera “fake news” e propaganda nos livros didáticos

O Ministério da Educação do governo Bolsonaro liberou geral e agora está permitido incluir informações sem fonte e utilizar propagandas em ilustrações dos livros didáticos produzidos no país.

Foram alteradas as diretrizes que normatizam a produção dos livros escolares de estudantes do 6º ao 9º ano.

Segundo a revista Exame, o edital foi publicado no dia 2 de janeiro.

Foi retirado o item que impedia erros de revisão e impressão e também não é mais obrigatório que os materiais tenham referências bibliográficas, abrindo caminho para divulgação de informações sem fonte claramente indicada.

Também foi retirado um item que proibia propaganda, mencionando que os livros não podiam ter “publicidade, de marcas, produtos ou serviços comerciais”.

Abriram a porteira para que a história seja reescrita e com patrocínio. Agora vai!

A jornalista Luiza Rampeloti comentou as mudanças: “Esse era o objetivo, reescrever a história da forma que eles bem entendem, apagando e destruindo os avanços e conquistas sociais adquiridas ao longo do tempo, especialmente nos últimos 16 anos.”

“Agora, além do presidente e toda sua cúpula e parceiros, até os livros podem propagar fake news.”

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