Por Esmael Morais

Levy, que ‘afundou’ Dilma, vai colocar BNDES a serviço das privatizações

O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, anunciou que o banco vai garantir o suporte e apoio às privatizações. “Vamos ser parceiros e proporcionando exatamente o apoio técnico e o que for necessário para fazer acontecerem essas privatizações”, disse Levy, em coletiva de imprensa na sede do banco na quarta-feira (8). Levy defende também que o programa de privatizações seja ampliado para os

Publicado em 09/01/2019


O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, anunciou que o banco vai garantir o suporte e apoio às privatizações. “Vamos ser parceiros e proporcionando exatamente o apoio técnico e o que for necessário para fazer acontecerem essas privatizações”, disse Levy, em coletiva de imprensa na sede do banco na quarta-feira (8).

Levy defende também que o programa de privatizações seja ampliado para os estados como uma forma de combater os déficits fiscais e realizar o saneamento financeiro. “Para muitos estados, a desestatização pode ajudar a não só gerar um valor imediato, mas também reduzir perdas e ineficiências que se arrastam por muitos anos”.

A transformação do BNDES numa espécie de “agência reguladora” das privatizações é mais um retrocesso do governo Bolsonaro, que retira a principal finalidade da instituição que atua na área do fomento e em projetos de alavancagem da economia nacional.

Joaquim Levy, que foi ministro da Fazenda no início do segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, comandou um ajuste fiscal regressivo, que reduziu direitos, investimentos, e detonou o processo de recessão econômica que vivemos até hoje.