Por Esmael Morais

Juliano Breda: Caso Queiroz deveria ser investigado pela PGR

Publicado em 15/01/2019

O advogado criminalista Juliano Breda, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Paraná, afirma que há ‘conexão probatória’ para a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigar o Caso Queiroz.

O caso em tela diz respeito ao motorista Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). De acordo com o Coaf, Queiroz movimentou atipicamente R$ 1,2 milhão originários de contas de funcionários no gabinete do filho do presidente da República.

“Ao contrário do que alguns ilustres Procuradores da República dizem, o caso Queiroz deveria ser investigado pela PGR”, afirmou o criminalista Breda.

‘Seguindo o dinheiro’, cujo método também foi amplamente utilizado na lava jato pelo então juiz Sérgio Moro, o ex-presidente da OAB-PR desenha: “Natália, funcionária da Câmara dos Deputados, também depositava na conta suspeita do Queiroz, que logo após sacava.”

“Conexão probatória!”, ressalta Juliano Breda.

No caso específico de Natália, apontado pelo criminalista, ela como trabalhava como personal trainer em horário comercial no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. A Casa atestou que ela cumpriu 40 horas semanais, oito horas por dia, durante os quase dois anos em que trabalhou para o então deputado, hoje presidente da República.

Moral da história, segundo Breda, a omissão da PGR seria uma blindagem a Bolsonaro.