Globo é chutada; SBT em alta no governo Bolsonaro

A TV Globo enfrenta sua maior crise de autoridade desde a ditadura militar. A emissora perdeu o privilégio das notícias exclusivas do governo, pois as fontes migraram para as concorrentes nesta ordem: SBT, Record e Bandeirantes.

Coube ao SBT anunciar na entrevista com Jair Bolsonaro (PSL), nesta quinta (3), por exemplo, que a reforma da previdência pretendida por ele prevê idade mínima de 62 anos para homens e 57 para mulheres.

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“O que pretendemos fazer é botar num plano da reforma da Previdência um corte até o fim de 2022. Aí seria aumentar para 62 (anos) para homens e 57 (anos) para mulheres. Mas não de uma vez só. Um ano a partir da promulgação e outro a partir de 2022”, antecipou ao SBT Brasil, programa veiculado na televisão de Silvio Santos.

Mesmo chutada, a tevê dos Marinho não se entrega. Na transmissão da cerimônia do presidente da República, na terça-feira (1º), o jornalista William Bonner prestou uma vergonhosa continência para o “Capitão” ao vivo no Jornal Nacional.

O senador Roberto Requião (MDB-PR) não deixou de observar que a Globo narrou a posse de Bolsonaro como se fosse um conto de fadas. “Foi a cobertura da reconciliação? Uma forma de abrir os cofres da União?”, perguntou o parlamentar.

“A TV Globo esta ‘fechada’ com o Bolso. O ‘bolso’ dela própria”, completou Requião, um dos principais críticos da velha mídia e do governo Bolsonaro.

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