Funcionária de agência que disparou fake news ganha cargo no governo Bolsonaro

A funcionária da agência de comunicação AM4 que contratou disparos em massa de mensagens de WhatsApp para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro foi nomeada para o cargo comissionado de assessora do gabinete do secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que foi presidente do PSL e coordenador da campanha. Taíse de Almeida Feijó ganhará um salário de cerca de R$ 10,3 mil reais. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União da última segunda (14).

A ex-funcionária da agência de comunicação AM4 Inteligência Digital era a responsável por contratar as mensagens enviadas por meio do WhatsApp. No último mês de outubro, reportagem do jornal Folha de S. Paulo revelou que empresas compraram pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no Whats App, prática vedada pela legislação eleitoral. O caso é investigado pela Polícia Federal junto ao Tribunal Superior Eleitoral.

Na época, de acordo com o UOL, o login de usuário no sistema de mensagens Bulk Services, usado para as ações da campanha, estava em nome de Taíse, que atuou como gerente de projetos da AM4 por pelo menos oito anos. Horas após a publicação da reportagem da Folha, o conteúdo das mensagens enviadas para a campanha de Jair Bolsonaro foi apagado, bem como listas de contatos com milhares de números de telefone.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência informou que a nomeação de Taíse se deu por “critérios técnicos, após avaliação curricular e entrevista”.

Em novembro, um dos sócios da AM4  chegou a ser nomeado para fazer parte da equipe de transição, mas a nomeação foi anulada em seguida.

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