Fracassa tentativa golpista de Trump na Venezuela

Depois de um dia de máxima tensão política na Venezuela, com a tentativa golpista da direita local e do presidente Trump, o presidente Nicolás Maduro segue no comando do país e de seu despacho no Palácio Miraflores acompanha o desenrolar da situação.

Nicolás Maduro anunciou nesta tarde de quarta-feira o rompimento das relações diplomáticas e políticas com os EUA em resposta ao apoio do governo do Estados Unidos aos intentos golpistas da oposição.

Em pronunciamento realizado da sacada do Palácio Miraflores, sede do governo, para milhares de manifestantes apoiadores, o presidente venezuelano acusou os EUA de uma tentativa de golpe no país.

Em seu discurso, Maduro afirmou que se manterá no poder e não aceitará intervencionismo e a tentativa de golpe apoiada pelo presidente norte-americano Donald Trump. “A Venezuela deve ser respeitada e nós, venezuelanos, devemos tornar esta terra sagrada. Nem golpismo nem intervencionismo, a Venezuela quer a paz!”, afirmou. “Essa tentativa de golpe de estado é a maior insensatez que o imperialismo já cometeu, com seus aliados, a direita e a oposição venezuelana”, continuou o presidente da Venezuela.

Maduro também conclamou o povo venezuelano a se manter mobilizado contra a tentativa de golpe. “O povo é o único que elege presidente na Venezuela. Só o povo põe aqui, só o povo tira. Não queremos voltar ao século 20 de golpes de Estado. O povo venezuelano diz não ao golpismo”.

Maduro ainda fez uma pelo às Forças Armadas por lealdade e disciplina: “Leais sempre, traidores nunca”, declarou.

Mais cedo o deputado Juan Guaidó havia simulando uma cerimônia de posse em um palanque com a presença de militantes contrários ao governo durante as manifestações desta quarta-feira (23/01) em Caracas, na qual jurou que promoverá eleições e que trabalhará para derrubar Maduro.

A tentativa de golpe de Juan Guaidó ocorre em meio a uma série de protestos a favor e contra o governo de Nicolás Maduro nas ruas da capital venezuelana.

Desde sua posse, ocorrida em 10 de janeiro, depois de ser eleito para o segundo mandato com mais de 67% dos votos em eleições diretas realizadas em 2018, a oposição tem insistido em não reconhecer o governo de Maduro.

O líder golpista da oposição promete continuar campanha para desestabilizar o governo bolivariano.

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