Bolsonaro põe ruralistas para demarcar terra indígena; é a bactéria conversando com a penicilina

Publicado em 2 janeiro, 2019
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O ex-deputado Waldyr Pugliesi, do MDB do Paraná, usava como figura de linguagem em seus discursos a ‘bactéria conversando com a penicilina’ quando precisava explicar o absurdo dos atos dos governantes para seus eleitores.

Pois bem, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) também colocou a bactéria para conversar com a penicilina no caso da demarcação de terras indígenas. (Há prefira dizer que ele colocou a raposa para cuidar do galinheiro).

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São os ruralistas quem regularização, por exemplo, as terras quilombolas por meio do Ministério da Agricultura, graças ao decreto presidencial, assinado nesta terça (1º), retirando a responsabilidade pela demarcação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O capitão reformado do Exército, além de reduzir o salário mínimo para R$ 998, ainda radicalizou em favor dos fazendeiros ao assinar medida provisória estabelecendo que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) passará a fazer a identificação, a delimitação e a demarcação de terras indígenas.

Para a candidata derrotada da REDE à Presidência da República, Marina Silva, o decreto de Bolsonaro segue uma lógica absurda que tem o intuito de acabar com mecanismos de controle do desmatamento na Amazônia.

“Seguindo a lógica do absurdo, o presidente incluiu no seu primeiro pacote de retrocessos a transferência do Serviço Florestal Brasileiro também para o Ministério da Agricultura. O significado é claro: deslocar para perder efetividade na prática, ou seja, acabar com a instituição”, protestou a ex-presidenciável.

Moral da história, segundo os críticos: Bolsonaro não gosta de ambientalista nem de índio.

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