Assembleia Nacional tenta golpe contra Maduro ‘nomeando’ embaixador para OEA

A Assembleia Nacional da Venezuela, de maioria antigovernista, “nomeou”, nesta terça-feira (22), Gustavo Tarre Briceño como “embaixador especial” do país na Organização dos Estados Americanos (OEA). Uma atribuição e competência legal somente do Poder Executivo, segundo a constituição vigente no país.

“Continuamos cumprindo o compromisso do nosso parlamento e do nosso povo, ao não deixá-lo sozinho”, disse o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que no dia 11 passado se auto-proclamou presidente interino da Venezuela.

Os parlamentares da golpista Assembleia Nacional também aprovaram a permanência do país na OEA, contrariando o processo iniciado pelo governo de Nicolás Maduro de retirada da Venezuela da organização.

Pelo Twitter, Guaidó afirmou que a designação de Tarre Briceño tem também o objetivo de “garantir que a Venezuela se mantenha dentro” da OEA.

As decisões da Assembleia Nacional, um organismo que enfrenta o governo constitucional da Venezuela, foram declaradas ilegais pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) em 2016. Na segunda-feira (21), o TSJ anulou os atos da Assembleia Nacional como “inconstitucionais” e destituiu a mesa diretora do órgão oposicionista.

A oposição golpista da Venezuela ganhou algum fôlego interno depois do apoio do chamado grupo de Lima, uma articulação informal de países integrada por governantes de direita, como Bolsonaro no Brasil, que operam a derrubada de Maduro.

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