“Nunca” é muito tempo, caro Eduardo Bolsonaro

Mesmo sendo dublê de grilo falante e de diplomata do governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PSL), esses predicados não garantem licença nem capacidade para o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) decretar o fim da História.

Em entrevista ao jornalista Lou Dobbs da Fox News, dos Estados Unidos, Eduardo garantiu que o Brasil nunca mais será “um país socialista”.

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“Nunca” é muito tempo, caríssimo ‘Coisinha’ [quem é filho de Coiso, Coisinha é]. Talvez fosse mais apropriada a palavra “jamais” porque é mais flexível e não paralisa a História. Poder-se-ia determinar mil, dois mil, três mil anos sem socialismo… Mas prever que o Brasil vai parar na História por tempo indeterminado é impossível politica e filosoficamente.

“Estamos muito otimistas porque o Brasil está mudando de uma gestão extremamente socialista para uma economia muito mais liberal. O que eu vim fazer aqui nos Estados Unidos é dar os primeiros passos para o resgate da nossa credibilidade e mandar uma mensagem clara de que nunca mais seremos um país socialista”, declarou ao jornalista.

Ou o ‘Coisinha’ quis enrolar o entrevistador, haja vista que o Brasil “nunca” ainda foi [no pretérito] socialista, ou ele desconhece o que seja socialismo do ponto de vista filosófico, econômico e social.

Eduardo Bolsonaro afirmou também que o governo eleito está muito animado com a proximidade com os Estados Unidos. Aliás, nem precisa dizer isto. Basta ver o boné e Trump que ele usou na cabeça.

Neste sábado (1º), o filho de Bolsonaro voltou à guerra fria dos anos 1950 vestindo uma camiseta com a seguinte mensagem em inglês: “Be nice Don’t be comunist” (seja legal, não seja comunista).

Veja como foi a entrevista (com direito de o Coisinha respondendo em inglês):

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