Por Esmael Morais

Mercado prevê 10 anos para recuperar pleno emprego; seis meses seriam suficientes

Publicado em 26/12/2018

Jair Bolsonaro (PSL) assumirá dia 1º de janeiro sob o signo do liberalismo puro, o diabólico laissez-faire, enterrado no início do século XX com o nascimento do welfare state — o Estado do bem-estar social, um avanço civilizatório.

Pois bem, esse pessoal que garantiu a eleição de Bolsonaro — bancos, especuladores, multinacionais interessados no petróleo, lobbistas, etc., que foram o dito mercado — querem mais 10 anos sugando os trabalhadores, ou seja, para devolver o status de 2014. O objetivo é manter alto o “estoque de mão de obra” para baixar ainda mais o preço dos salários e precarizar o trabalho.

Os especuladores de Bolsonaro almejam o pleno emprego alçado nos governos do PT somente no ano de 2029, quando, em termos macroeconômicos, seria possível em apenas seis meses.

“Se o País mantiver um crescimento médio de 2,5% ao ano, o desemprego, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, só voltará aos 6,8%, registrados em 2014, em quase dez anos, segundo a consultoria Schwartsman e Associados”, anota nesta quarta (26) o Estadão.

Essa caterva do mercado quer o “Estado Mínimo” para o povo, com menos direitos e serviços universais (saúde e educação), mas esses capitalistas de araque almejam o “Estado Máximo” para eles por meio de incentivos, isenções e acessos a financiamentos com dinheiro subsidiado do BNDES.

Dez anos é muito, uma geração perdida, para se prometer o paraíso. 180 dias são mais que suficientes para recuperar uma empresa ou um país. Pessoalmente este prazo também é razoável. Uma pessoa consegue se recuperar, ou se afundar, economicamente em apenas seis meses.

Dez anos de exploração, não, Bozo!