Por Esmael Morais

Filho de Bolsonaro admira Indonésia e Chile pelo que há de pior nesses países

Publicado em 18/12/2018

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), grilo falante do governo e do pai Jair Bolsonaro, admira o que há de pior na Indonésia e Chile — países que visitou recentemente.

Atuando como chanceler informal, Eduardo foi à Ásia visitar o modelo de pena de morte na Indonésia. No Brasil propôs a execução para traficantes de drogas e criminosos do colarinho branco. Foi desautorizado pelo velho Bolsonaro.

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O filho do presidente eleito também trouxe o exemplo do ditador Augusto Pinochet, condenado por crimes contra a humanidade e por atos de corrupção que causaram, inclusive, a prisão da sua viúva e dos cinco filhos do casal, em 2007.

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), criticou a apologia ao genocida chileno feita pelo parlamentar brasileiro. “Isso é uma vergonha para o Brasil perante o mundo democrático. Nem no Chile as pessoas têm coragem de defender publicamente o Pinochet.”

Para o líder petista, mesmo os saudosistas da ditadura têm o mínimo de bom senso e por isso têm vergonha de elogiar um genocida, mas parece que isso não é problema para a turma do [Fabrício] Queiroz — o motorista de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

“Aliás, será que o Queiroz não está por lá também, já que ninguém o encontra aqui no Brasil?”, questiona Pimenta.