Contra bravata de Bolsonaro, Venezuela reforça aliança com Putin e Erdogan

No segundo turno presidencial o então candidato do PT, Fernando Haddad, disse num programa de TV que a Venezuela tinha condições bélicas superiores a do Brasil.

O petista não exagerou na retórica, pois o presidente venezuelano Nicolás Maduro, mesmo com o país em crise econômica, reforçou estrategicamente defesa com mais orçamento.

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Além de dinheiro, a Venezuela também estabeleceu um “Eixo do Bem” com China, Coreia do Norte, Turquia e Rússia.

Nesta semana, por exemplo, Maduro esteve com o russo Vladimir Putin e com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

A movimentação dos venezuelanos coincide com a chegada da extrema direita de Jair Bolsonaro ao governo do Brasil. Dia sim outro também, o presidente eleito brasileiro — ou seus filhos — ameaçam invadir o vizinho país caribenho.

“O filho dele (Eduardo Bolsonaro), na Avenida Paulista, disse que vai declarar guerra à Venezuela. Ele nem conhece a situação das Forças Armadas. A Venezuela tem condições bélicas superiores a do Brasil”, declarou Haddad em outubro passado.

“Para o Brasil declarar guerra e mandar jovens brasileiros morrer na fronteira com a Venezuela ou pede ajuda para um império internacional, provavelmente os americanos, para quem ele bate continência, ou nós vamos mandar jovens brasileiros pobres provavelmente para morrer em um conflito que não é o nosso”, disparou há menos de dois meses o candidato derrotado do PT.

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