Bolsonaro jura que ‘não matará idosos’ por reforma da previdência

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) jurou nesta sexta (30) que não realizará uma reforma da previdência que implique em matar os idosos para salvar especuladores no mercado financeiro.

“Essa que está aí não está sendo justa no meu entender. Não podemos querer salvar o Brasil matando idoso”, declarou durante entrevista a emissoras católicas na sede de Canção Nova, no interior paulista.

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Não dá para levar a sério o que diz Bolsonaro porque nada impede que ele, daqui a algumas horas, desdiga o que disse antes. Mas se mantiver a palavra, o presidente eleito estará chutando a bunda de especuladores e de bancos que apostam na morte de velhinhos para faturar alguns trocos.

A surpreendente declaração de Bolsonaro sobre a reforma da previdência significa uma ducha de água fria, também, no futuro ministro da Fazenda Paulo Guedes. Sua proposta é acabar com as aposentadorias geridas pelo poder público, onde se passaria por um regime de capitalização sem a contrapartida de empresas e governo.

Note o caríssimo leitor que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), grilo falante do pai e do governo, já havia adiantado dois dias antes que a proposta da reforma da previdência tinha naufragado.

O modelo de Guedes, o mesmo adotado pelo Chile, deixa com os velhinhos a responsabilidade por sua aposentadoria. No Chile, país que inspira o modelo, muitos idosos cometem suicídio porque não conseguem sequer comprar remédios e alimento para os seus.

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