Tentar calar opiniões e oposições não é um caminho aceitável, diz Boulos

Guilherme Boulos, lider do MTST
Ato contra terceirização. Largo da Batata – Av. Paulista. São Paulo. Brasil. 15/04/2015

Em artigo publicado na edição deste domingo, 4, da Folha de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), o candidato derrotado no primeiro turno das eleições presidenciais e membro do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), afirma estar preocupado com as declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), sobre a imprensa, movimentos sociais e manifestações populares.

“Denúncias jornalísticas tornam-se “fake news”, movimentos sociais viram “organizações terroristas”, e manifestações populares são tachadas como “ataques à democracia”, disse o ex-presidenciável do Psol .

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De acordo com Boulos, os ataques de Bolsonaro ao MTST e MST se dá, parece, pelo desconhecimento que tais movimentos são fruto da “histórica negação dos direitos à moradia e à terra”.

“Lutar por direitos sociais e fazer oposição são regras básicas do jogo democrático e não “ação de marginais”. Tentar calar opiniões e oposições, impondo uma agenda de medo até mesmo sobre as liberdades de imprensa e manifestação, não é um caminho aceitável”, diz Boulos.

Para o psolista, o desafio que temos de agora em diante é construirmos uma “Frente Ampla pela Democracia, com todos aqueles que tenham preocupação com os caminhos do nosso país”.

Leia a aqui o artigo de Boulos na Folha de São Paulo

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