SBT retira do ar vinheta que resgata slogan da ditadura

A televisão de Silvio Santos, o SBT, passou a exibir nesta terça (6) uma série de vinhetas de nacionalistas em sua programação. Em uma delas era exibido o slogan da ditadura “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Diante da repercussão extremamente negativa e da onda de protestos que tomou conta da internet, a emissora retirou mensagem do ar.

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Segundo o SBT, a escolha do slogan foi um equívoco, pois não teriam notado que a frase era um bordão de uma das épocas mais repressivas da ditadura.

Políticos de diversos partidos se pronunciaram no Twitter a respeito das vinhetas da televisão de Silvio Santos.

O deputado federal por São Paulo do Psol, Ivan Valente, classificou a vinheta da emissora como algo “bizarro e sombrio”.

“O homem do baú sempre bajulando quem está no poder. Bolsonaro disse que queria o Brasil como há 50 anos. Silvio Santos atendeu ao pedido. Bizarro e sombrio”, escreveu Ivan Valente.

O deputado petista Marco Maia associou a vinheta do SBT ao “medo de perder verba publicitária”.

“Já deu para perceber que o medo de perder a verba publicitária é maior do que a dignidade, né Silvio Santos? Bolsonaro disse que queria o Brasil como há 50 anos e o SBT atendeu ao pedido e fez uma propaganda com o lema da ditadura militar”, afirmou Marco Maia.

Manuela D’Ávila, do PCdoB, candidata a vice-presidente na chapa de Haddad, criticou as vinhetas e sugeriu que o SBT “enaltece a ditadura”.

Eu te amo meu Brasil ,eu te amo ,meu coração é ”e“Brasil ame-o ou deixe-o” são propagandas da ditadura militar. Nós amamos o BR. O de todas as cores, credos e opiniões políticas. Enaltecer a ditadura não é amar ao Brasil, mas repugnar a democracia e as conquistas da Constituição de 88, criticou Manuela.

Jandira Feghali, deputada federal pelo PCdoB, que empresas de comunicação se tornam “lambedoras de botas” por verbas publicitárias.

“‘Ame-o ou deixe-o’ é a coisa mais triste que uma concessão pública pode se prestar em pleno 2018. Resgatar uma expressão da Ditadura em que a frase, tida como nacionalista, na verdade era para sufocar o contraditório e movimentos sociais. A disputa pela verba publicitária não pode fazer com que empresas de Comunicação se tornem ‘lambedoras de botas’ bizarras”, sentenciou Jandira.

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