Mercado de trabalho continua piorando com a recessão de Temer

A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta quinta-feira (8) dois índices que apontam para queda do otimismo e para o aumento da percepção do desemprego entre os trabalhadores do país.

Os dois indicadores da FGV que medem o comportamento do mercado de trabalho brasileiro apresentaram piora de setembro para outubro.

É mais uma mostra de que a retirada de direitos dos trabalhadores promovida pelo ilegítimo Michel Temer e pelos golpistas de 2016 não trouxe melhoras para a empregabilidade dos brasileiros.

O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp) recuou 0,2 e atingiu 90,8 pontos em uma escala de zero a 200 pontos.

O Iaemp tenta antecipar tendências do mercado de trabalho com base em entrevistas com consumidores e empresários da indústria e dos serviços.

O recuo do IAEmp mostra a reversão do otimismo quanto ao dinamismo da atividade econômica que teve desempenho abaixo do esperado em 2018. Além disso, ainda existe a incerteza quanto ao crescimento em 2019. ”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista da FGV IBRE.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), calculado com base na percepção dos consumidores sobre o nível de desemprego no país, aumentou 2,6 pontos e chegou a 100,2 pontos (em uma escala de zero a 200 pontos em que quanto maior a pontuação, mais negativa é a situação).

De acordo com a FGV, a piora do ICD mostra um mercado de trabalho ainda bastante difícil para o trabalhador porque o recuo suave das taxas de desemprego ainda não foi suficiente para fazer com que o trabalhador sinta uma melhora.

Com informações da FGV e Agência Brasil.

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