Lula fez a juíza ‘perder a cabeça’ no depoimento; assista ao trecho

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez a juíza Gabriela Hardt, amiga do juiz-ministro Sérgio Moro, ‘perder a cabeça’ ao menos duas vezes durante o depoimento na quarta-feira (14) acerca do sítio de Atibaia (SP).

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A primeira vez ocorreu quando Lula disse que o PT errou ao não orientar a militância para processar os procuradores do Ministério Público, no episódio do PowerPoint.

“Quando vi o PowerPoint, falei que se fosse presidente do PT pediria a todos os filiados do partido abrissem processo contra o Ministério Público para que eles provassem”, afirmou Lula, que foi repreendido pela magistrada. Ela viu intimidação ao MPF.

“O senhor está intimidando a acusação assim, senhor ex-presidente. Por favor, vamos mudar o tom porque você está intimidando e instigando a acusação, o que eu não vou permitir”, retrucou Gabriela Hardt.

Na sequência houve mais um entrevero entre Lula e a juíza, que saiu em defesa de seu amigo — juiz-ministro — quando Lula afirmou que o doleiro Alberto Youssef foi monitorado durante 8 anos por Moro.

“A juíza se equivocou na sua fala. Moro monitorou sim, desde 2006, as ligações de Youssef. O primeiro pedido de grampo do delator do Banestado e da Lava Jato foi em 14 de julho de 2006. Moro autorizou o grampo em 19 de julho de 2006, e ele foi sendo renovado até Youssef ser preso em 2014. Tudo documentado. Lula confrontou Moro com essa questão em seu primeiro depoimento dizendo que o juiz tinha mais condições de saber os escândalos da Petrobras do que ele porque monitorava Youssef. Moro não questionou a fala de Lula em 10 de maio de 2017”, sustenta a defesa do petista.

O advogado Cristiano Zanin Martins afirma que o depoimento desta semana, na lava jato, foi mais uma grotesca farsa.

“Embora o Ministério Público Federal tenha distribuído a ação penal à Lava Jato de Curitiba sob a afirmação de que 9 contratos específicos da Petrobras e subsidiárias teriam gerado vantagens indevidas, nenhuma pergunta foi dirigida a Lula pelos Procuradores da República presentes à audiência. A situação confirma que a referência a tais contratos da Petrobras na denúncia foi um reprovável pretexto criado pela Lava Jato para submeter Lula a processos arbitrários perante a Justiça Federal de Curitiba”, aponta o defensor de Lula.

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