Cid Gomes e Ciro deverão subir no muro acerca de Bolsonaro

O senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) indica que ele e seu irmão Ciro Gomes, candidato do PDT derrotado à Presidência da República, deverão “afrouxar a tanga” em relação ao governo de Jair Bolsonaro (PSL).

“Nem oposição sistemática nem situação automática”, afirma Cid, ex-governador do Ceará. Ele e o irmão querem fazer uma contraposição light a Bolsonaro, sem recorte ideológico de esquerda.

O senador eleito faz um veto tácito ao PT no campo de oposição, ao menos no Senado, ao dizer que o partido de Gleisi Hoffmann deverá fazer uma revisão de sua posição de sistemática oposição. Ou seja, os petistas só serão aceitos no grupo articulado pelos irmãos Gomes se também aliviarem para Bolsonaro.

No segundo turno entre Bolsonaro e o candidato do PT, Fernando Haddad, Ciro Gomes ‘lavou as mãos’ ao viajar para a Europa e quando retornou, a dois dias da eleição, não declarou voto no petista.

Já Cid, em solo nordestino, bateu boca com militante do PT após pedir um mea culpa dos petistas. Diante da reação dos aliados num comício, o irmão de Ciro Gomes reagiu dizendo que ‘Lula está preso, babaca’.

Para o PT, Ciro “perdeu substância” ao se mancomunou com Bolsonaro no 2º turno.

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