Cinco milhões de desalentados, uma faceta perversa do desemprego


Nesta semana, quarta-feira(14), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o número de desalentados no país registrou a marca de 4,78 milhões de brasileiros no terceiro trimestre de 2018. O contingente ainda está próximo dos 4,83 milhões contabilizados no segundo trimestre, o maior percentual da série histórica. O IBGE considera desalentado quem está desempregado e desistiu de procurar emprego.

O desalentado, além de desistir de procurar trabalho, passa a viver um quadro de depressão continuada e de intensa fragilidade social. As faixas etárias de maior incidência do fenômeno dos desalentos são os jovens, que buscam o primeiro emprego, e os trabalhadores, entre a faixa dos 40 a 50 anos, sem maior qualificação profissional.

A categoria dos desalentados, medida cientificamente pelo IBGE, é uma das facetas mais perversas da crise econômica do país, que joga milhões de trabalhadores no esmagamento e abatimento moral. Nos estados do Maranhão e de Alagoas, os números de desalentados atingem 16,6% e 16%, respectivamente. Os dois estados nordestinos concentram os maiores índices de trabalhadores desalentados do país.

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