Um comunista entre os bolsominions

O empresário Oriovisto Guimarães (Podemos), fundador do grupo educacional Positivo, foi eleito senador pelo Paraná com 2.957.239 votos.

O futuro parlamentar se alistou durante a campanha como soldado nº 1 do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Se vendeu como se fosse um verdadeiro bolsominion (fã do Coiso). Até aí tudo bem, se não fosse o passado.

Oriovisto era militante do POC (Partido Operário Comunista), agremiação de orientação trotskista que combateu a ditadura militar (1964-1985).

A devoção à revolução comunista era tal que o futuro senador agora convertido a bolsominion batizou o filho como o nome de Giem, cujas iniciais significam “G”, de Giap (Vo Nguyen Giap, general vietnamita); “I”, de Ilyich (Vladimir Ilyich Ulyanov, Lênin, o líder da Revolução Soviética); “E”, de Friedrich Engels (coautor d’O Capital); e “M” de Marx (Karl Marx, filósofo e jornalista considerado o pai do comunismo científico).

Quem contou esta história foi o senador Roberto Requião (MDB-PR), antes de se internar [esta manhã] para uma cirurgia na próstata.

Segundo o emedebista, que não foi reeleito, Oriovisto só conseguiu erguer o império educacional Positivo graças a dinheiro público do BNDES e incentivos dados pelo governo do Paraná. Portanto, nada a ver com os princípios liberais apregoados por Bolsonaro e o próprio senador eleito durante a campanha eleitoral.

Moral da história: ‘Estado Mínimo’ só para os pobres e ‘Estado Máximo’ só para os ricos.

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