O papo furado da divisão na eleição

Cansou a beleza do telespectador no debate de ontem à noite, na TV Record, esse papo furado segundo qual o país se dividiu com a eleição e que ‘este’ ou ‘aquele’ é mais apto a unir o Brasil, blá, blá, blá…

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Numa eleição universalizada, o partido é “parte” logo ele representa uma fração da sociedade e do eleitorado.

O que determina a vitória do candidato é o voto e, se eleito, no governo, em qualquer nação do mundo democrático, são justamente as coalizões presidencialistas ou parlamentaristas que forjam a unidade nacional.

Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) foram os que mais bateram na tecla da polarização Bolsonaro x Haddad. Em comum eles têm o fato de estarem atrás nas pesquisas, portanto, até prova em contrário, fora do 2º turno.

“Nem os radicais de esquerda, nem os de direita. Metade da população não quer nem um nem outro”, disse Alckmin, por exemplo, na tentativa de garfar eleitores do ex-capitão do Exército.

Evidentemente que numa eleição presidencial há posições díspares e é bom que assim seja. Se não houvessem diferenças não haveria partes nem partidos. Existiria a ditadura do pensamento único e do partido único.

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