Líderes mundiais lançam manifesto contra o fascismo no Brasil


O Manifesto Internacional Contra o Fascismo no Brasil, divulgado, nesta sexta-feira (19), e assinado por líderes políticos, intelectuais e ex-chefes de estado representa um gesto de solidariedade aos brasileiros em razão da ameaça de retrocesso que o Brasil vive na eleição presidencial.

Expressaram seu “mais profundo repúdio ao candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro”, personalidades e intelectuais como Adolfo Pérez Esquivel (Prêmio Nobel da Paz, Argentina), Bernie Sanders (Senador, EUA), Costa Gravas (Cineasta grego naturalizado Francês), Angela Davis (Filósofa e ativista dos Direitos Civis nos EUA), Danny Glover (ator e ativista, EUA), Noan Chomsky (linguista, professor do instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA), Thomas Piketty (Economista, França); ex-presidentes e ex-chefes de governo como Pepe Mujica (ex-presidente do Uruguai), François Hollande (ex-presidente da França), Massimo D’Alema (ex-primeiro ministro da Itália), Dominique de Villepin (ex-primeiro-ministro da França), Cristina Kircher (ex-presidenta da Argentina), Vicente Fox (ex-presidente do México), Ernesto Samper (ex-presidente da Colômbia), Fernando Lugo (ex-presidente do Paraguai), Dimitrius Christofias (ex-presidente da República do Chipre); 48 deputados do Parlamento Europeu, dezenas de membros de parlamentos de diversos países, além de centenas de líderes sindicais, ativistas de direitos humanos, etc.

Leia a íntegra do Manifesto em português:

MANIFESTO INTERNACIONAL CONTRA O FASCISMO NO BRASIL

Nós, mulheres e homens de várias partes do mundo comprometidos com a Democracia e os Direitos Humanos, expressamos o mais profundo repúdio ao candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro, que disputa o segundo turno da eleição presidencial no Brasil no próximo 28 de outubro.

As posições que o candidato tem sustentado ao longo de sua vida pública e nesta campanha eleitoral são calcadas em valores xenófobos, racistas, misóginos e homofóbicos.

O candidato de extrema-direita defende abertamente os métodos violentos utilizados pelas ditaduras militares, inclusive torturas e assassinatos.

Tais posições atentam contra uma sociedade livre, tolerante e socialmente justa.

A decisão que o povo brasileiro tomará no segundo turno das eleições presidenciais constituirá uma escolha de transcendental importância entre a liberdade e o pluralismo e o obscurantismo autoritário, com impactos duradouros não só para o Brasil mas para toda a América Latina e Caribe e o mundo.

Conclamamos as brasileiras e brasileiros a refletirem sobre a gravidade deste momento histórico.

Entre a democracia e o fascismo não pode haver neutralidade!

Fonte: i21

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