Burguesia paulistana abandonou Alckmin; agora é Bolsonaro contra o PT

A blitzkrieg do consórcio jurídico-midiático já era esperada na reta final desta campanha presidencial, mas o que chama a atenção é o pragmatismo da burguesia que lançou ao mar Geraldo Alckmin (PSDB) em nome do antipetismo.

O desespero da lava jato em barrar uma possível vitória de Fernando Haddad já no 1º turno é patente, ao ponto de o juiz Sérgio Moro intervir [novamente] no processo eleitoral visando alterar a vontade do eleitor brasileiro. A fake news do magistrado da lava jato, sobre a delação de Antonio Palocci, tem o fim de boca de urna e o objetivo de barrar o candidato de Lula.

Na outra frente desta blitzkrieg tem o STF cujo presidente, Dias Toffoli, garantiu ontem à noite a censura prévia contra veículos de comunicação, especificamente Folha e Rede Minas, proibindo entrevista do ex-presidente Lula. O Supremo rasgou a Constituição e, daqui para frente, não poderá exigir que os candidatos derrotados — sejam ele Bolsonaro ou Haddad — reconheçam o resultado das urnas.

Para fechar o repolho golpista, veio o Ibope para fulminar os demais pretendes à Presidência da República — leia-se Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva e nanicos — com o intuito de chamar o voto útil para Bolsonaro e surpreender os lulistas.

Eis o script do consórcio jurídico-midiático a cinco dias da eleição no 1º turno.

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