O garimpeiro que sonha ser presidente da República do Brasil

A agência de notícias Bloomberg, especializada em noticias financeiras, avisa que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) irá entregar os tesouros da floresta Amazônica para a exploração. Segundo o portal, a comunidade da mineração está “salivando” com a possibilidade de meter a mão no ouro dos brasileiros.

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A reportagem cita como fonte Elton Rohnelt, dono de mineradora, que fundou algumas mineradoras durante a ditadura militar no Brasil, de 1964 a 1985, e foi colega de Bolsonaro na Câmara dos Deputados na década de 1990.

O candidato do PSL conhece como ninguém o ramo da garimpagem, segundo reportagem de 18 de maio de 2017 na Folha. Bolsonaro disse na entrevista que pratica o garimpo de ouro desde os anos de 1980.

“O garimpo, de vez em quando, eu pratico ainda. Não causo nenhum crime ao meio ambiente. O garimpo é um negócio que está no sangue das pessoas”, disse na época ao repórter Rubem Valente.

De acordo com o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), comete crime de usurpação e contra o meio ambiente quem garimpa sem autorização — passível de condenação com penas de detenção de seis meses a um ano, mais multa.

Voltemos à Bloomberg, que não é uma agência de notícias propriamente comunista (nem chega a ser uma Sputnik). A agência especializada em notícias financeiras, talvez marotamente, crava no título da matéria: “Romance de Bolsonaro com a mineração visa tesouros da Amazônia“.

O portal especializado em notícias financeiras, portanto do mundo capitalista, relata que Bolsonaro tem ideia-fixa com a mineração a ponto portar pedaços de ‘grafeno’ e ‘nióbio’ durante suas entrevistas.

Nos últimos dias, o candidato do PT Fernando Haddad levou à TV uma dessas entrevistas que Bolsonaro concedeu a jornalistas norte-americanos. O tema era justamente a exploração da Amazônia.

Dentre as medidas esperadas, caso o ex-capitão vença no domingo, está tirar o Brasil do acordo climático de Paris; reduzir o tempo de espera para licenciamento de pequenas usinas hidrelétricas a um máximo de três meses; não destinação de nem um centímetro mais para reservas indígenas; enfim, poderá haver uma flexibilização das rígidas leis ambientais para favorecer o garimpo e os fazendeiros na Amazônia.

Resumo da ópera: nada mal para quem era “garimpeiro” disputar o segundo turno para a Presidência da República.