Estudantes que ocuparam escolas no Paraná são condenados à revelia

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Estudantes das escolas públicas do Paraná que participaram do movimento de ocupação no ano de 2016 estão sendo condenados sem terem sido notificados pela Justiça. As condenações estabelecem penas que chegam a R$ 30 mil.

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Os estudantes foram processados pelo então governador Beto Richa (PSDB).  Mais de cem já receberam recentemente notificação de condenação.

O “crime” cometido foi ter ocupado suas próprias escolas e se manifestado. O movimento de ocupação foi muito forte no Paraná. Era uma reação natural ao golpe de 2016 e aos ataques do ilegítimo Michel Temer à educação pública.

Mas a pauta de reivindicação também criticava o governo Beto Richa que fechou salas de aula e encerrou turmas, além de sucatear a educação como um todo.

“Estudantes de diversas partes do estado têm recebido notificações, com sentenças com valores que vão de R$ 700 a R$ 30 mil ou trabalhos voluntários.”, disse o presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes), Wellington Tiago.

Segundo ele, os prédios foram desocupados no mesmo ano, dentro dos prazos e após mutirão para organizar os espaços. Mesmo assim, os processos de restituição de posse requeridos pelo estado do Paraná seguiram na Justiça. “Desde maio, mais de 100 estudantes já receberam as sentenças, que não param de chegar aos meninos e meninas entre 17 e 19 anos, que na época tinham entre 15 e 17.”

Na semana passada, os deputados Requião Filho (MDB) e Tadeu Veneri (PT) protocolaram na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) um Projeto de Lei que concede anistia aos estudantes da rede pública estadual, entidades representativas, e a estudantes universitários, pela participação em manifestações de 2016.

Com informações do Porém. net.

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