Bolsonaro em alta é prenúncio da morte da TV

Quando a revista norte-americana Newsweek deixou de ser impressa depois de 80 anos, em dezembro de 2012, decretou-se no mundo inteiro a morte da mídia off-line — a mídia no papel.

Pois bem, a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) — um sem TV, com apenas 8 segundos na propaganda eleitoral no rádio e na televisão — mantém-se na liderança da corrida presidencial brasileira. A princípio, sua dianteira é sustentada a fórceps nas redes sociais.

Por outro lado, Geraldo Alckmin (PSDB), o candidato da velha mídia, tem 6 minutos e 3 segundos de tempo de TV em cada bloco de propaganda, cujo tempo total é de 12 minutos e 30 segundos. Ou seja, o tucano tem a metade do horário eleitoral no rádio e na TV.

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A feira de tecnologia Mobile World Congress, realizada no fim de fevereiro de 2017, em Barcelona, na Espanha, apontou que em dez ou 20 anos, 90% do que as pessoas irão assistir estará on-line. Ou seja, aquilo que leitor/espectador quiser estará ao alcance da mão — não na tradicional televisão ou no obsoleto rádio.

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Dito isto, a possível ida de Bolsonaro para o 2º turno será o prenúncio da morte da TV tal qual conhecemos hoje. A eleição de outubro poderá antecipar o desaparecimento da radiodifusão no Brasil, haja vista que a vitória do ex-capitão do Exército significa uma retumbante derrota estratégica da velha mídia.

Que Deus a tenha!

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